Quatro amigos, boa disposição e dinheiro na carteira foi o suficiente para iniciar uma aventura de 4500km por terras italianas e croatas com paragem obrigatória nas seguintes estações – Roma, Split, Zadar, Pula e Veneza.
A logística desta viagem envolveu quase todos os tipos de transportes motorizados
Camioneta de Porto para Lisboa; Avião de Lisboa para Roma; Comboio do aeroporto para o centro da cidade de Roma; Carro de Roma para Pescara; Barco de Pescara para Split; Carro de Split para Zadar; Carro de Zadar para Pula; Barco de Pula para Veneza; Barco de Veneza para Veneza ; Carro de Veneza para Milão; Avião de Milão para Porto.
Em jeito de resumo, foi uma viagem cheia de boa disposição, aventura e gente bonita .
Salzburg e Viena são cidades onde a cultura está em completa sintonia com a natureza…como uma valsa.
Mas para mim, a medalha de ouro vai para Kaprun, com paisagens fantásticas…e onde vi um dos melhores panoramas desde que tenho memória…quem desce de teleférico do Kitzsteinhorn e ao fundo, através do nevoeiro, o lago de Zell am See começa aparecer… é uma imagem de cortar a respiração…daqueles momentos em que dizemos…humpf….
O que fazer num fim de semana prolongado? Dormir? Descansar? Jogar bola? Andar de bicicleta? Nada disso… um Roadtrip! Foi o que os Tréngos decidiram fazer…. Porto – Bragança – Sanabria! =)
Depois de plano feito, toca a preparar as tralhas, comprar umas coisas de última hora… tentar sair cedo… errr… esqueçam… atrasos e tal, acabamos por comer a merenda (sandes) em casa do Ricas (eu) e saímos por volta das 22 horas… acontece…lá fizemos nós a IP4 à noitinha.
Como geocachers que somos e como a noite ainda era uma criança, lá tivemos que fazer uma “pit-stop” na estação de serviço de Mirandela para mais uma cache “one for the road” e WC. O ambiente até estava agradável…e seguro…vimos a Brigada de Trânsito ajudar uma menina a encher o pneu do seu carrito…. mas pelos vistos não foi grande ajuda… pois a menina acabou por encostar o veículo mais à frente…acho que o sr guarda se esqueceu de mandar aquela valente “cuspidela” na tampa da válvula do pneu…pormenores…
Mais uns kms e foi tempo de aterrar na pousada de juventude de Bragança, bem, que rica pousada, um belo de um T2 para 7 pessoas, com duas casas de banho, toalhas, sabonete e pequeno almoço por apenas 10 euros a cabeça…melhor do que isto…não há.
De manhãzinha e depois da bela soneca lá fomos “cachar” por Bragança, cache aqui, cache ali…. começou a dar a fome ao pessoal…. hora de comer… e onde? …. no shopping…
Já de barriguinha cheia seguimos viagem até Lago de Sanabria, para subir à cascata de Sotillo e logar a cache. Bem, mas que caminhada, sempre a subir até à tão aguardada cascata… nunca mais terminava!!! Até não foi uma grande desilusão, tem um aspecto paradisíaco… mas com pouca água… =) Ainda bem que encontramos a cache, senão…
Depois de fazer o log na cache e conversar com uns espanhóis que nos perguntaram onde estava a cascata, estado esta, mesmo em frente deles… “é aquilo”….”ah nice”… tivemos que regressar e fazer o “check in” no albergue de montanha….ok, parecia um sanatório, mas também…não se pode ter tudo…quando acordamos, o facto de ter cola cao, bolacha maria e madalenas ao pequeno almoço já foi bem bom… queriam pãozinho? Meus amigos em Portugal é que se come bem e barato!
De salientar as sessões de cinema que tivemos no sanatório =)
O resto do dia foi reservado a percorrer as belas paisagens do parque natural da Sanabria, conhecer um pouco da história (houve uma catástrofe em Rabidelago, o lago tem 51 mts de profundidade, é de origem glaciar, blá e blá) e fazer mais umas caches.
Mais uma dormida, mais um pequeno-almoço e toca a voltar para Bragança, via Rio de Onor, uma aldeia na fronteira da serra de Montezinho com a Espanha… Fantástico, cheia de, hum, pois, errr, calma? Ar? Sossego? Nada? Como estava a chover não ficamos por lá muito tempo e “bora” para Bragança almoçar…(ainda tentámos uma alheira em Varge, mas o restaurante estava fechado…damm…).
Depois das curvas lá estacionamos no Poças. Aí que saudade da comidinha portuguesa…hum hum.
Com umas caches em Bragança para sobremesa, mais umas a caminho do Porto lá o tempo foi passando e quando demos por ela estávamos a comer um arrozinho de marisco no Xitol em Matosinhos.
Resumindo foi um fim de semana cheio de aventura, com um grande contacto com a Natureza e um poste (bastards). Aconselho a visita ao parque Lago de Sanabria, mas no que respeita à alimentação, ainda estou para descobrir uns bons sítios para comer. Se conhecerem alguns, avisem!
Genève – Chamonix – Montreaux – Gruyères
Um fim de semana prolongado, low-cost, uma irmã, uns contactos e uns trocos levaram-me a conhecer um pouco da Suiça… destino Genève, talvez a cidade com mais Portugueses na Europa central…. e já que ali estou, dar uma saltada aos Alpes…
Suiça – Genève
Achei Genève muito organizada e de estilo requintado, demonstrando o porque do seu elevado custo de vida… ou não fosse a Suiça também sinónimo de Bancos e Relógios
De salientar pela positiva a excelente rede de transportes e infraestruturas que garantem um certo conforto a quem lá circula. Por exemplo, andar de bicicleta no meio de uma cidade europeia pode soar um bocado esquisito e perigoso se olharmos para Lisboa… mas em Genève isso é como andar no parque…está tudo muito bem pensado e organizado sendo a adesão enorme. Até os sinais de trânsito são tomados em conta (esta é uma dica para a Luisa, minha irmã)
Fez-me alguma confusão o facto de as lojas fecharem cedo… cafés, padarias, etc… tipo, 19 horas, casinha… o que torna a cidade muito calma à noite e sem muito para se fazer. Andamos à procura de um sítio para lanchar e acabamos por ir ao Starbucks – não volto lá .
Outro aspecto que achei curioso foi à hora de almoço ver muita gente a comer, em pé, a andar, a falar ao telefone, como se estivessem a trabalhar enquanto almoçavam… não existe a pausa – “vamos almoçar…bom prato…bom vinho…” – ficando aquela sensação de uma cidade fria, cinzenta e de negócios…
Segundo dia foi dedicado aos Alpes, parte francesa… merenda na mochila e siga, fomos até Chamonix, França. Não há muitas palavras que descrevam o que vi ou o que senti… simplesmente fantástico… pena as fotos ainda não transmitirem as sensações (pelo menos as minhas fotos não…).
Sentir o ar frio, a dimensão das montanhas, a imponência da paisagem… só por isto vale bem o bilhete de avião, ida e volta….
Terceiro dia fomos visitar Motreaux, a cidade onde Freddy Mercury descansava e escrevia as letras das músicas dos Queen… e ao bom estilo Suiço, requinte!
Apanhamos o comboio e fomos até Gruyères, onde é feito o queijo de Gruyères e onde está o museu HG GIGER do criador das criaturas do filme Alien
As paisagens são de neve, muita neve… fazem lembrar o Natal…